Imagine uma onda gigante que ganha força ao longo dos anos e avança por décadas. É mais ou menos assim que funciona um superciclo de commodities: um período prolongado de alta nos preços das matérias-primas ou, simplesmente, um boom das commodities. Nesses períodos longos, quase tudo fica mais caro, do petróleo e do ouro ao cobre, ao carvão, ao urânio e ao trigo. Os investidores que reconhecem cedo o início de um superciclo conseguem proteger o capital e construir patrimônio no longo prazo.

Hoje os analistas apontam cada vez mais a transição energética, o aumento dos gastos com defesa e a expansão acelerada da inteligência artificial como motores de um novo superciclo de commodities 2.0. A BlackRock, maior gestora de ativos do mundo, observou que a economia global está ficando mais dependente da disponibilidade de mão de obra, energia e matérias-primas. Por isso, entender como funcionam os superciclos e saber quando entrar no mercado nunca foi tão relevante.

Neste artigo analisaremos:


Principais conclusões

  • Um superciclo é um período de 10–25 anos em que os preços das commodities sobem, alimentados por um desequilíbrio persistente entre oferta e demanda.
  • Nos últimos 120 anos, o mundo passou por quatro superciclos de commodities, cada um deflagrado por uma grande mudança econômica, da industrialização dos Estados Unidos à urbanização da China.
  • Segundo vários analistas, um novo ciclo econômico começou em 2026 e é impulsionado por quatro motores principais: a transição energética, o aumento dos gastos militares, o boom da inteligência artificial e a desdolarização.
  • Cobre (XCUUSD), ouro (XAUUSD), prata (XAGUSD) e terras raras são considerados os maiores beneficiados deste ciclo.
  • Os bancos centrais estão comprando metais preciosos em ritmo recorde à medida que as moedas enfraquecem, com compras líquidas de ouro acima de 1.000 toneladas métricas por ano em 2023 e 2024.
  • Colocar uma nova mina em produção leva de 10 a 15 anos, o que significa que a escassez de oferta vai persistir mesmo com os preços em alta. A indústria de mineração simplesmente não consegue ganhar escala rápido o bastante para atender à demanda.
  • A desaceleração econômica da China, os avanços tecnológicos e o aperto da política monetária podem interromper o superciclo de commodities antes do esperado. O investidor deve levar esses riscos em conta.

O que é um superciclo de commodities?

Um superciclo de commodities não é um rali sazonal nem uma bolha especulativa. Pela definição clássica, trata-se de um período prolongado de 10 a 25 anos em que os preços das commodities se mantêm de forma persistente acima da tendência de longo prazo. Os ciclos típicos das commodities duram 3–5 anos, ao passo que um superciclo opera em uma escala completamente diferente.

Quando a economia global passa por uma mudança estrutural, como a expansão industrial da China ou a transição energética em curso, a demanda por commodities supera a oferta. Os produtores não conseguem responder de imediato, porque desenvolver novos depósitos exige anos de trabalho e capital substancial. Como os novos projetos entram em operação lentamente, a competição pelos recursos disponíveis se intensifica. O resultado é um déficit de oferta prolongado, que mantém os preços elevados por anos, às vezes por décadas.

LiteFinance: O que é um superciclo de commodities?

Quando um ciclo de commodities se estende por 10, 15 ou até 25 anos, ele deixa de ser uma questão de conjuntura e vira uma mudança estrutural de ordem muito maior. A alta dos preços redesenha as cadeias globais de suprimento, altera o equilíbrio de forças entre países exportadores e importadores e acelera alguns setores enquanto prejudica outros. É por isso que traders e investidores acompanham de perto os primeiros sinais de um novo superciclo.

Ainda assim, mesmo dentro de um superciclo, correções de 20%, 30% ou até 50% são comuns. Só que cada novo fundo tende a ser mais alto que o anterior, formando um padrão que lembra uma 'escada' ascendente no gráfico de longo prazo. Para o investidor, esses recuos costumam ser uma oportunidade de abrir ou aumentar posições nos segmentos do mercado financeiro ligados às commodities.

Os quatro superciclos históricos de commodities

Nos últimos 120 anos, a economia passou por quatro grandes superciclos de commodities. Cada um deles esteve ligado a mudanças de larga escala que transformaram a estrutura da produção global.

1. O primeiro superciclo de commodities (1899–1932) foi deflagrado pela industrialização dos EUA e pela recuperação da Europa após a Primeira Guerra Mundial. A construção de ferrovias e fábricas, além da reconstrução da infraestrutura destruída, exigiu recursos enormes. A indústria de mineração não conseguia acompanhar a demanda crescente, então os preços das commodities ficaram altos por várias décadas. No fim, esse ciclo terminou com a Grande Depressão, que levou a uma queda brusca dos preços das commodities.

2. O segundo superciclo de commodities (1939–1961) coincidiu com a Segunda Guerra Mundial, um período de rearmamento global e a recuperação econômica que veio depois. A produção de guerra puxou forte demanda por petróleo, aço e alumínio, enquanto a reconstrução da Europa pelo Plano Marshall e a expansão econômica acelerada do Japão mantiveram essa demanda elevada. A demanda global por commodities cresceu mais rápido que a oferta, sustentando uma alta de preços de longo prazo e lançando as bases do mercado de commodities moderno.

LiteFinance: Os quatro superciclos históricos de commodities

3. O terceiro superciclo de commodities (1971–1995) foi moldado pelas crises do petróleo dos anos 1970 e pelo colapso do padrão-ouro. O embargo petrolífero da OPEP levou à alta do petróleo, enquanto o preço do ouro disparou de US$ 35 para US$ 850 por onça. A inflação alta foi uma das marcas do período. No início dos anos 1980, porém, o presidente do Federal Reserve, Paul Volcker, apertou a política monetária de forma agressiva. As taxas de juros mais altas ajudaram a reduzir a inflação e enfraqueceram o suporte aos mercados de commodities. Nos anos seguintes, os preços de muitas commodities entraram em uma fase de consolidação prolongada.

4.O quarto superciclo de commodities (1998–2019) é amplamente conhecido como o 'superciclo chinês das commodities', impulsionado pela urbanização e industrialização aceleradas do país e pelo crescimento explosivo da indústria. A construção em larga escala de cidades, redes de transporte e instalações industriais levou a demanda por minério de ferro, cobre, petróleo e carvão a máximas de vários anos ao longo dos anos 2000. O ciclo acabou perdendo fôlego quando a revolução do xisto nos EUA ampliou a oferta de energia e o crescimento chinês começou a desacelerar. A pandemia de COVID-19 agravou a queda, com excesso de oferta e demanda enfraquecida comprimindo as margens em boa parte do setor extrativo.

Estamos em um novo superciclo de commodities 2.0?

Depois dos quatro superciclos históricos, uma nova era pode já estar em curso. Muitos analistas acreditam que a economia global entrou no superciclo de commodities 2.0, impulsionado por forças que não têm precedente nos ciclos anteriores.

Enquanto o superciclo anterior foi movido em boa medida pela industrialização da China, este se apoia em várias forças que convergem. A transição energética puxa a demanda por cobre, lítio e outros metais críticos. O aumento dos gastos com defesa impulsiona a demanda por commodities usadas na produção militar. O desenvolvimento da inteligência artificial exige novos data centers, o que por sua vez eleva o consumo de eletricidade. Em paralelo, os bancos centrais vêm ampliando de forma consistente suas reservas de ouro e de outros metais preciosos.

LiteFinance: Estamos em um novo superciclo de commodities 2.0?

Os riscos geopolíticos e as rupturas nas cadeias globais de suprimento pressionam ainda mais os mercados de commodities. Como resultado, o mercado enfrenta várias forças ao mesmo tempo, o que diferencia a situação atual da maioria dos ciclos anteriores de commodities.

Ainda assim, muitos especialistas apontam o subinvestimento crônico como o fator decisivo. O longo período de preços baixos depois de 2011, somado ao aperto das exigências ESG, desestimulou por anos o investimento em novos depósitos e em capacidade produtiva.

Em média, um depósito de cobre leva cerca de 16 anos da descoberta até a produção comercial. A S&P Global estima que o setor vai precisar de aproximadamente US$ 250 bilhões em investimento até 2035. Ao mesmo tempo, uma parcela significativa do capital está indo hoje para o setor de tecnologia, deixando a infraestrutura de energia e de commodities subfinanciada.

Os defensores da teoria do superciclo de commodities acreditam que a pergunta-chave já não é se vai haver escassez de oferta, e sim quão severa e duradoura ela será. Mesmo que algumas pressões diminuam, a combinação de motores estruturais é forte o bastante para sustentar uma demanda elevada por commodities nos próximos anos.

Vale notar que a cifra de US$ 250 bilhões reflete anos de subfinanciamento acumulado, e não uma meta de investimento isolada. Projetos dessa escala não saem do papel rapidamente, já que desenvolver novos depósitos exige tempo, capital e infraestrutura complexa. Por isso, a escassez de oferta pode durar bem mais do que a maioria dos participantes do mercado espera.

Principais motores do atual superciclo de commodities

O ciclo atual das commodities se apoia em quatro motores poderosos, cada um capaz de sustentar o mercado sozinho. Juntos, eles formam uma combinação sem paralelo direto na história moderna.

Transição energética

A transição energética é um dos motores mais poderosos da demanda por commodities. Uma usina solar exige bem mais cobre por unidade de capacidade do que uma usina a gás, e um carro elétrico contém várias vezes mais cobre do que um veículo convencional a combustão. Segundo a Agência Internacional de Energia, o consumo de cobre, lítio e cobalto pelo setor de energia limpa pode aumentar várias vezes até 2040.

A modernização da infraestrutura de energia, a expansão das redes elétricas e o aumento do investimento em geração criam demanda adicional. Como os novos depósitos levam anos para entrar em operação, o mercado enfrenta um risco crescente de escassez estrutural de oferta. Essas condições lançam as bases para uma alta de longo prazo nos preços dos metais industriais e para o que muitos já chamam de 'superciclo do cobre'.

Militarização

O aumento dos gastos militares está se tornando outro fator importante de sustentação dos mercados de commodities. Os países da OTAN, a China, a Índia e o Japão estão ampliando seus orçamentos de defesa, o que alimenta a demanda por metais industriais e terras raras.

As armas modernas incorporam grandes quantidades de aço, cobre, alumínio, titânio e componentes de alta tecnologia. Ao contrário da maioria das outras fontes de demanda, os programas governamentais de defesa são pouco sensíveis às oscilações de preço, o que torna esse motor especialmente estável.

LiteFinance: Militarização

Inteligência artificial e data centers

A adoção crescente da inteligência artificial cria uma nova fonte de demanda por energia e matérias-primas. Rodar modelos grandes exige data centers potentes, que consomem muita eletricidade e demandam grandes quantidades de metais para a construção e a operação da infraestrutura.

Segundo o Goldman Sachs, os data centers podem responder por até 8% do consumo de eletricidade dos EUA até 2030, o que torna a infraestrutura digital uma fonte cada vez mais relevante de demanda por energia e metais industriais.

Política monetária e ações dos bancos centrais

A demanda dos bancos centrais acrescenta mais uma camada de sustentação aos mercados de commodities. Muitos países vêm ampliando suas reservas de ouro para diversificar os ativos internacionais, o que reforça o papel do ouro e da prata como proteção contra inflação, desvalorização das moedas e incerteza geopolítica.

Ao mesmo tempo, o uso de moedas nacionais no comércio internacional segue se expandindo. Essa mudança aumenta o interesse pelos ativos reais e ajuda a sustentar a demanda por metais preciosos.

Juntos, esses fatores criam uma base sólida para a demanda por commodities no longo prazo. A transição energética eleva a necessidade de cobre e lítio, enquanto o aumento dos gastos militares impulsiona a demanda por metais industriais. O crescimento da inteligência artificial exige mais energia e infraestrutura, e as ações dos bancos centrais aumentam o interesse pelos metais preciosos.

A convergência desses motores independentes sugere que um novo superciclo de commodities pode estar surgindo.

Commodities com maior chance de se beneficiar

Quais commodities devem ser as grandes vencedoras do novo superciclo? Entre as principais candidatas estão o cobre, os metais preciosos, as terras raras e os recursos energéticos:

  • O cobre é amplamente visto como um dos principais beneficiados de um eventual superciclo de commodities 2026. O forte interesse dos investidores, refletido no movimento do preço do cobre, vem das expectativas de alta da demanda ligada à transição energética, à produção de carros elétricos e à modernização das redes elétricas. Ao mesmo tempo, muitos analistas esperam que o mercado enfrente uma escassez estrutural de oferta nos próximos anos. Com isso, falar em um possível superciclo do cobre virou algo cada vez mais comum entre investidores e especialistas do setor.

LiteFinance: Commodities com maior chance de se beneficiar

  • Ouro e prata tradicionalmente funcionam como ativos de refúgio, mas hoje a importância deles vai muito além desse papel. O preço do ouro segue sustentado pela demanda de investidores e de bancos centrais, com muitos países ampliando suas posições como parte de um esforço mais amplo de diversificação de reservas. A prata oferece uma combinação única de apelo defensivo e utilidade industrial, com demanda crescente de setores como energia solar e eletrônicos.
  • Terras raras e lítio estão diretamente ligados ao crescimento da economia verde. Eles têm papel crítico na produção de baterias, eletrônicos, carros elétricos e tecnologias de energia renovável. Ao mesmo tempo, a oferta segue muito concentrada em um pequeno número de países, o que torna esses mercados especialmente vulneráveis a rupturas nas cadeias de suprimento e a tensões geopolíticas. Por isso, até interrupções pequenas podem ter impacto significativo nos preços.
  • Apesar da transição energética, o petróleo segue sendo uma das commodities centrais da economia global. A demanda por hidrocarbonetos continua alta, enquanto lançar novos projetos de grande porte exige investimento e tempo consideráveis. Nesse cenário, o mercado de petróleo segue sujeito a volatilidade elevada.

A conta demo da LiteFinance é uma forma eficaz de o trader iniciante ganhar experiência prática no mercado de commodities. Ela permite acompanhar os preços em tempo real de XAUUSD, XCUUSD, UKBRENT e de outros instrumentos de commodities, além de mercados relacionados, como as ações do setor de alimentos. O trader pode testar suas estratégias em condições reais de mercado sem arriscar dinheiro de verdade. Depois de ganhar confiança e experiência, pode passar para uma conta real.

Riscos e visão cética sobre o superciclo de commodities

Todo investidor experiente entende que um potencial de retorno alto sempre vem acompanhado de riscos maiores. O superciclo de commodities 2026 não é exceção. Vamos examinar três riscos principais que podem afetar o seu desenvolvimento.

O primeiro risco está ligado à China, maior consumidora mundial de muitas commodities. O país responde por uma fatia substancial da demanda global por cobre, minério de ferro e carvão. A economia chinesa, porém, segue enfrentando uma série de desafios, incluindo uma retração prolongada do mercado imobiliário, pressões demográficas e tensões comerciais persistentes com os EUA.

Se o crescimento econômico da China continuar desacelerando, a demanda global por commodities pode ficar sob pressão significativa. Nesse caso, nem mesmo uma oferta limitada vai compensar totalmente a queda do consumo.

O segundo risco é o progresso tecnológico. A história mostra que novas tecnologias podem transformar radicalmente os mercados de commodities. A 'revolução do xisto', por exemplo, aumentou enormemente a oferta de petróleo, enquanto o desenvolvimento de novos tipos de bateria reduziu a dependência de certos setores em relação a metais específicos.

Se surgirem substitutos economicamente viáveis para o cobre ou para outras commodities críticas, um dos pilares centrais do ciclo atual pode enfraquecer. Por isso, os avanços na ciência dos materiais e nas tecnologias de transmissão de energia representam um risco importante no longo prazo.

LiteFinance: Riscos e visão cética sobre o superciclo de commodities

O terceiro risco tem a ver com a política monetária e a economia mundial. A desaceleração do crescimento econômico, uma recessão nas grandes economias ou mudanças na política dos bancos centrais podem reduzir a demanda por commodities e pressionar os preços.

Os metais preciosos, muitas vezes usados como ativos de refúgio, seguem especialmente sensíveis a esse tipo de mudança. Além disso, mesmo tendências positivas de longo prazo não descartam correções severas de curto prazo.

Mesmo que um novo superciclo de commodities se confirme, o investidor deve seguir as regras de gerenciamento de risco. A diversificação da carteira, o dimensionamento das posições e a alocação de capital entre classes de ativos ajudam a mitigar o impacto de eventos adversos de mercado.

Conclusão

A transição energética, o aumento dos gastos com defesa, o crescimento acelerado da inteligência artificial e a diversificação das reservas internacionais criaram um conjunto de condições sem paralelo nos superciclos de commodities anteriores. Ao mesmo tempo, o setor de mineração e a infraestrutura de energia envelhecida exigem investimento substancial, enquanto colocar nova oferta em operação segue sendo um processo demorado. Enquanto isso, a demanda por muitas commodities continua crescendo, o que ajuda a sustentar preços elevados no longo prazo. Para o investidor, isso pode abrir oportunidades em metais industriais e preciosos, além das ações de mineração.

Os investidores que identificam tendências de longo prazo cedo costumam estar mais bem posicionados para aproveitá-las. Ainda assim, nenhum ciclo de commodities garante retornos fortes no futuro, e períodos de volatilidade elevada são inevitáveis. O sucesso depende, no fim das contas, de manter a disciplina, seguir diversificado e adotar uma visão de longo prazo, sem deixar de estar preparado para reveses temporários. Como aproveitar essas oportunidades é uma decisão que cada investidor deve tomar com base nos próprios objetivos e na própria tolerância ao risco.

Perguntas frequentes sobre o superciclo de commodities

A análise técnica identifica quatro fases de mercado: acumulação, tendência de alta, distribuição e tendência de baixa. Um superciclo de commodities combina várias dessas fases e se caracteriza por uma tendência de alta de longo prazo, com máximas e mínimas cada vez mais altas.

O superciclo de commodities mais recente foi do fim dos anos 1990 ao fim dos anos 2010. Ele foi provocado sobretudo pela industrialização e urbanização aceleradas da China, que geraram demanda recorde por metais, petróleo, carvão e outros recursos.

Os superciclos de commodities costumam durar entre 20 e 35 anos. Eles consistem em uma fase prolongada de preços altos, seguida por períodos de desaceleração, correção e consolidação antes de começar um novo superciclo.

Muitos analistas acreditam que o superciclo de commodities 2.0 já está tomando forma. A transição energética, o aumento dos gastos militares e o desenvolvimento da IA o alimentam. Ainda assim, o ritmo de crescimento vai depender da economia e da política monetária dos bancos centrais.

Superciclo de commodities: motores, história e superciclo 2.0

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