Neste artigo analisaremos:
A teoria de ondas NeoWave de Glenn Neely. As regras de recuo e primeira regra de proporções dos comprimentos das ondas
Caros amigos!
A teoria de ondas de Elliott como um método de análise técnica de mercados nunca perde sua atualidade no trading bolsista. Dominar a análise de ondas ocupa um passo importante no desenvolvimento dum trader. No artigo de hoje, continuaremos a considerar interpretação moderna da Teoria de ondas de Elliott descrita por Glenn Neely em seu livro “Mastering Elliott Wave”.
Com os artigos anteriores podem ser encontrados aqui:
- A teoria NeoWave. Parte 1. As regras de construção dos gráficos
- NeoWave. Parte 2. As informações básicas sobre Poli-ondas e Designações estruturais.
Nesta vez, contarei sobre as regras de recuo, também chamadas de regras de proporções dos comprimentos das ondas, em “Mastering Elliott Wave” de Glenn Neely. Ora bem, partimos!
Quando e como aplicar as regras de recuo?
As regras de recuo são designadas para melhorar a exatidão de descrição do comportamento de mono-ondas, por isso, é recomendado aplicá-las imediatamente após determinar os pontos finais de todas as mono-ondas pesquisadas. Ao mesmo tempo, Neely não recomenda usá-las para a análise de gráficos muito complexos, nos quais é necessário identificar simultaneamente mais de duas dezenas de mono-ondas.
Na etapa inicial, precisa escolher mono-onda primeira cronologicamente entre aqueles que pretende pesquisar. Se, por exemplo, você pretende pesquisar cinco mono-ondas, deve começar com aquela que se formou antes de outras.
Marque-a convencionalmente m1 e a seguinte m2, após que calcule as proporções m2 a m1. Use quadros de Fibonacci para determinar rapidamente as proporções. Em seguida, use a tabela de regras que é apresentada abaixo para entender qual regra deve ser guiado numa situação concreta de mercado.
Tabela de regras
Número da regra | Condições (proporção m2 a m1) |
1 | menos de 38,2% |
2 | de 38,2% até 61,8% |
3 | 61.8% |
4 | de 61,8% até 100% (não incluindo) |
5 | de 100% (incluindo) até 161,8% (não incluindo) |
6 | de 161,8% (incluindo) até 261,8% (incluindo) |
7 | Mais de 261,8% |
Para esclarecer ainda mais a situação de mercado, também pode ser necessário calcular as proporções das ondas m0 e m1 e ao trabalhar com a regra 4, a proporção das amplitudes m2 e m3. No processo de pesquisa, também deve marcar antecipadamente as ondas que precedem à m0. Lembro que as mesmas devem ser marcadas com índices negativos, ou seja, m(-1), m(-2), etc. Em cada regra, descreverei as condições das chamadas regras informais da lógica. Ao mesmo tempo, vale a pena referir que m0 e m2 não devem ser mono-ondas obrigatoriamente. Também podem ser ondas compostas e incluir 3, 5 ou mesmo maior quantidade de mono-ondas.
Mais um momento importante são os erros admissíveis. Por exemplo, não vale a pena excluir qualquer possibilidade apenas porque o comprimento de onda m2 constitui 60% de m1, enquanto a regra aponta que deve ser pelo menos 61,8%. Para todas as proporções de Fibonacci na teoria NeoWave, é permitido 4% de desvio em ambas direções. Se uma das regras mostra que o comprimento da m2 deve ser 61,8% de amplitude da m1, na realidade, são permitidos os valores das proporções de 58% até 66%. Em alguns casos, são permitidos os desvios mais significativos (até 10%).
Mas os valores das proporções de duração das figuras de preço anteriores devem ser considerados literalmente e erros mínimos na interpretação destes parâmetros são inaceitáveis. Durante o estudo das regras, você frequentemente encontrará a frase “se o nível inicial de m1 (mais uma unidade de tempo) for alcançado durante o tempo que não supera a duração do período de sua formação” que deve ser percebida literalmente.
Aqui deve ser lembrado que a unidade de tempo na teoria NeoWave é considerada o intervalo de tempo entre dois pontos consecutivos no gráfico, ou seja, o intervalo de tempo entre o início e o fim da mono-onda mais simples. Em caso de expressão mencionada acima, uma unidade de tempo deve ser adicionada ao número total de formação de unidades de tempo m1. Por exemplo, se m1 é uma mono-onda mais simples, a soma total será constituir 2 unidades de tempo e se é uma poli-onda (onda composta) que está formando durante 5 unidades de tempo, então 6 unidades.
Nosso objetivo final é transformar as regras descritas abaixo em designações estruturais das ondas, sobre quais contei no artigo anterior. Isto nos ajudará a determinar mais exatamente tanto próprias figuras de preço, como também a posição de cada um dos segmentos dentro das mesmas. Lembro que consideramos detalhadamente as designações estruturais em artigo anterior.
Rule 1
Se a onda m2 está movendo na direção oposta em relação à m1 e atinge menos de 38,2% de seu comprimento, então ao medir as proporções de m0 a m1 selecionamos uma das seguintes condições e atribuímos designações estruturais às ondas que correspondem à condição selecionada.
Condição a (m0 é menos de 61.8% de m1)
1. Se a duração (intervalo de tempo de formação) de m2 é igual ou supera a duração de m1 ou m3, então o ponto final de m1 deve ser marcado com a designação “:5”.
No entanto, se o comprimento de m(-1) constitui de 100% a 161,8% (inclusive) de comprimento da m0 e a amplitude de m0, por sua vez, constitui cerca de 61,8% de comprimento da m1 e m4 e não cruza o nível do ponto final de m0, é mais provável que a onda m1 se termina com um figura de preço plana de configuração complexa em que m2 é uma onda “x”. Deve ser marcada com a designação “x:c3” e no ponto final da onda m1 colocar a designação “:s5”. Lembro que contei sobre formas básicas na aula passada.
2. Se m1 atingir o nível inicial de m0 em tempo menor ou igual à duração de formação de m0 e, ao mesmo tempo, m0 está composta por mais de três mono-ondas, então m0, provavelmente, completa uma figura de preço importante. No gráfico, marque isso com “:5”, ou seja, com grupo de cinco. Posteriormente, dependendo de resultados da análise de outras ondas, esta designação estrutural pode ser substituída por outra mais exata.
3. Se as amplitudes de preço e durações das ondas m0 e m2 são praticamente iguais ou se relacionam entre si na proporção de 0,618 e a amplitude de m(-1) é maior ou igual de 161,8% de comprimento da m1 e m3 e atinge o comprimento de m(-1) durante o período que não supera o tempo de formação de m(-1), então vale a pena falar sobre a formação duma correção móvel. Lembro que uma correção móvel é um dos tipos de correção plana, em que a onda “b” se termina significativamente acima (se a tendência de ordem superior é “taurina”) do que o pico da elevação anterior. Ou visivelmente abaixo do que a base de diminuição anterior, se a tendência de ordem superior é “ursina”. Por isso, é necessário adicionar a designação “[:c3]” à referência “: 5” no fim de m1.
Em caso deformação duma correção móvel simples, seu início na maioria de casos será o ponto m0, m1 será uma onda “b” e m2 será uma onda “c” final.
Se m(-2) é mais curta do que m(-1) e o comprimento da m3 é 161,8% de comprimento da m1, provavelmente, está formando dupla tríade que começa desde m(-2) e se termina em onda m4. Respetivamente, a onda m1 é onda “x” desta estrutura e por isso, é preciso adicionar “х” (x:c3) à “:c3” na sua lista estrutural.
4. Se as durações e comprimentos de m0 e m2 aproximadamente coincidem ou se correlacionam com o coeficiente 0,618, enquanto a amplitude de m(-1) é menor do que 161,8% de comprimento da m1 e, também, supera o comprimento de m0 e a amplitude da onda m3 ou m5 constitui não menos de 161,8% de m1 e o nível inicial de m3 (mais uma unidade de tempo) é alcançado durante um período que não excede a duração de m3, então vale a pena falar sobre a formação duma correção móvel que completa mais duma figura de preço. Neste caso, após a designação “:5” que está colocada no fim de m1, é necessário escrever mais “:c3”.
A onda "x" desta correção pode ser localizada no fim de m0 ou ser “invisível” (desaparecida), escondendo em área de centro de m1. À “:c3” no fim de m0, é necessário adicionar “x” à esquerda e também, colocar a parte central de m1 num círculo, escrever “x:c3” à direita e à esquerda – “:s5”. Nos artigos seguintes, falaremos mais detalhadamente sobre que apresentam em si as ondas desaparecidas.
Se o comprimento de m(-2) excede o comprimento de m(-1), a designação “sL3” deve ser adicionada à lista estrutural da onda m(-1). Neste caso, a onda “x” não pode estar no fim de m0.
Se o comprimento de m3 é menos de 61,8% de amplitude da m1, então a probabilidade de existência duma onda desaparecida no meio de m1 aumenta significativamente. Neste caso, vale a pena usar a designação de preço “:5” que foi adicionada anteriormente.
5. Se as durações e comprimentos de m0 e m2 diferem significativamente entre si, as projeções de preço destas ondas não se sobrepõem e mais curta entre as ondas m(-1), m1 e m3 é m(-1) ou m3, então m1 pode ser um componente duma maior figura do Impulso de Tendência. Neste caso, é necessário usar a designação de preço “:5”.
No exemplo apresentado abaixo, consideraremos o cumprimento de condição (a) da regra 1.
Inicialmente, verificaremos as condições da primeira regra. A onda m2 marcada no gráfico com uma linha verde não atinge 38,2% de comprimento da onda m1 que é marcada com uma linha vermelha e está composta por duas mono-ondas de direção semelhante. Noto que para construção do gráfico usei o indicador NeoWave V0, sobre o qual contei na primeira aula.
Agora, determinaremos qual das condições para nós é adequada. O comprimento da onda m0 constitui menos de 61.8% de m1. A condição a da regra 1 é cumprida.
Em seguida, selecionaremos um dos pontos da condição (a) que em nosso caso será atual e, assim, determinaremos o componente de qual figura de preço é a onda m1. As durações e comprimentos de m0 e m2 (projeções de preço e de tempo destas ondas são marcadas com áreas verdes) diferem significativamente entre si e suas projeções de preço não se sobrepõem que é claramente visto com análise visual do gráfico.
O comprimento da onda m(-1) constitui 176 pontos (área vermelha), m1 é 583 pontos (área verde) e m3 tem 197 pontos (área azul). Consequentemente, mais curta de mesmas é m(-1).
Portanto, de acordo com o ponto 5 da condição (a), m1 pode ser um componente duma grande figura do Impulso de Tendência e precisamos marcá-la com a designação “:5”.
A condição (b). m0 de 61,8% até 100% de m1 (não incluindo)
Se a condição (b) for cumprida, perto de ponto final da onda m1, coloque a designação estrutural “:5”.
- Se a amplitude m(-1) constitui 100-161,8% (inclusive) de comprimento da m0 e o nível final de m0 não se cruza com a onda m4, então m1 provavelmente é a onda final do plano de preço localizado nos limites duma configuração complexa, onde a onda m2 é onda “x”. Por isso, no fim de m1, é necessário escrever “:s5” e perto de ponto final m2 – “x:c3”. Em certas situações, as designações estruturais adicionais podem ser necessárias, cuja a lista dos quais é apresentada abaixo.
- Se m0 inclui em si mais de 3 mono-ondas e m1 (menos uma unidade de tempo) atinge o nível do ponto inicial de m0 em intervalo de tempo menor ou igual à duração de formação de m0, então m0 pode completar uma figura significativa de preço.
- Se as projeções de preço m2 e m0 se sobrepõem parcialmente e m(-1) é mais longa do que m1 e m3 é mais longa do que m1, enquanto sua duração é igual ou menos do que duração de m1, adicione a designação “:sL3” à lista estruturas de m1.
- Se as projeções de preço de m2 e m0 se sobrepõem parcialmente, m(-1) é mais curto do que m1, m3 é mais longa do que m1, enquanto sua duração é igual ou menor que a duração de m1, e os comprimentos e/ou durações de m1 e m0 são visivelmente diferentes e m4 ou um grupo de ondas m4-m6 atinge o nível do ponto inicial de m1 dentro de 50% do tempo durante o qual estão formando as ondas m1– m3, então é mais provável que m3 completa uma figura do 5º padrão terminal alargada (contarei sobre isso nas próximas aulas). Por isso, vale a pena adicionar a designação “:c3” à lista estrutural de m1.
- Se m3 é mais curta do que m1, as projeções de preço de m2 e m0 se sobrepõem parcialmente, m(-1) é mais longa do que m0, mais curta das ondas m(-1), m1 e m3 é m(-1) ou m3 e também, após a conclusão da onda m3, o mercado volta ao nível inicial de m1 ou o excede em período igual ou inferior da metade do tempo de formação das ondas m(-1)-m3, então coloque a designação “:c3” perto de ponto final de m1.
Vamos considerar o cumprimento da condição (b) da regra 1, usando um exemplo.
Vamos verificar o cumprimento dos critérios da primeira regra da condição (b). A onda m2 marcada no gráfico com uma linha vermelha curta não atinge 38,2% de comprimento da onda m1 marcada com uma linha verde mais longa. Isto significa que este caso pertence à regra 1.
O comprimento de onda m0 é quase 78,6% de m1, ou seja, está localizada nos limites de 61,8% a 100% de m1. A condição (b) da regra 1 é cumprida. Para evidencia, marquei o início de m0 com um círculo vermelho pintado, porque o ponto final da onda anterior m(-1) é transferido de acordo com a regra de neutralidade, sobre a qual cotei no primeiro artigo dedicado à análise de ondas conforme a teoria NeoWave.
Resta escolher o ponto conveniente da condição (b). A amplitude m(-1) é quase 161,8% de comprimento da m0.
O nível final de m0 (marcado com uma linha rosa horizontal) não se cruza com a onda m4. Consequentemente, o ponto 1 da condição (b) é cumprido e é mais provável que m1 é a onda final do plano localizado nos limites duma configuração complexa, onde a onda m2 é uma onda “x”. Por isso, no fim de m1, é necessário escrever “:s5” e perto de ponto final m2 – “x:c3”. Outros sub-pontos da condição (b) não são cumpridos, não os levaremos em consideração.
A condição (c). m0 de 100% até 161,8% de m1 (não incluindo)
Nos arredores do ponto final m1 escreva a designação “:5”.
- Se as projeções de preço m0 e m1 são aproximadamente iguais (+/- 10%), as projeções de tempo são iguais ou se relacionam entre si com um coeficiente 0,618, m3 é mais longa do que m1, enquanto sua duração é igual ou menos do que a duração de m1, a duração de m2 é menos do que a duração de m1 e tem um comprimento que é cerca de 38,2% de amplitude da m1 e também, a designação “:F3” está presente na lista estrutural de m0, então adicione a designação “[:c3]” à lista estrutural de m1. Coloquei as designações dentro de colchete, porque nesta situação a escolha feita é arriscada. As chances de justificar a escolha de ":c3" aumentam, se m2 termina em um dos níveis de Fibonacci importantes em relação às m0, m1 ou com a onda impulsiva anterior de qualquer nível de complexidade.
- Se m3 exceder m1 por amplitude, m4 se termina não atingindo o nível 61,8% de m3 ou atinge o nível inicial m3, o comprimento de m2 constitui cerca de 38,2% de amplitude da m1, m(-3) é mais longa do que m(-2) e m(- 2) ou m(-1) excede 0 por comprimento e a designação “:c3” está incluída na lista estrutural de m0, então é mais provável que m1 é penúltima onda dum triângulo em estreitamento. Isto significa que vale a pena adicionar a designação "(:sL3)” à lista estrutural de m1. Mas mesmo se todas as condições acima referidas forem cumpridas, a suposição sobre ":sL3" deve ser considerada menos provável em corporação com a hipótese sobre ":5" apresentada no início da descrição da condição (c), por isso, coloquei-a entre parêntesis.
Vamos considerar o cumprimento da condição (c), usando um exemplo.
No nosso caso, tem lugar primeira regra, porque m2 não atinge 38,2% de comprimento da onda m1 que é marcada com uma linha vermelha e está composta por duas mono-ondas de direção semelhante.
A onda m0 marcada com uma linha verde, constitui mais de 100% de amplitude da m1. Isto significa que a condição (c) da primeira regra é cumprida. Por isso, adicionei a designação “:5” nos arredores do ponto final de m1. Nenhum dos dois casos especiais da condição (c) não é cumprido, portanto, a lista estrutural de m1 pode ser considerada concluída nesta etapa.
A condição (d). m0 é maior de 161,8% de m1
Neste caso, a escolha da designação estrutural ótima é extremamente modesta. Se a amplitude m0 excede 161,8% de comprimento da m1, então nos arredores do ponto final de m1, é necessário adicionar a designação estrutural ": 5". Também vale a pena referir que a condição d é cumprida raramente, embora é uma das mais fáceis para a análise.
Isto é tudo. Em seguinte artigo dedicado passaremos a considerar segunda regra de proporções dos comprimentos das ondas.
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Mikhail @Hyipov
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