Hoje, vamos considerar a relação entre o mercado monetário e as expectativas inflacionárias. Também, vinculamos entre si as taxas porcentuais e inflação. Estes fatores desempenha um papel importante durante a análise dos componentes fundamentais das cotações de moedas
Neste artigo analisaremos:
Equação de Fisher
A lei da paridade de taxa de referência explica a formação de preço das cotações de contratos futuros de moedas. A lei da paridade da capacidade de comprador explica como a cotação presente do par de moedas é formada. A lei das expectativas inflacionárias chamada em homenagem a Irving Fisher, grande economista dos séculos XIX - XX — a Equação de Fisher descreve as taxas de referência reais e nominais, bem como as relações entre as mesmas (fig. 1).
A teoria da interação das taxas de referência reais e nominais baseia-se naquele que o emprestador e credor constroem as suas relações com base nas taxas de referência reais e no nível de inflação esperado. A lógica da equação de Fisher é bastante simples: credor, desejando obter um lucro, não quer perder dinheiro, devido à desvalorização inflacionária; por isso, coloca a inflação esperada em seu lucro.
Fig. 1: A equação de Fisher
- Ryr(D) – taxa de referência real para o prazo D;
- Ryn(D) – taxas de referência nominais para o prazo D;
- Iye(D) – alteração esperada do nível de preços para o prazo D ou expectativas inflacionárias;
De acordo com a equação, a taxa de referência real Ryr (D) no país Y, para um empréstimo com prazo de D - dias, é igual à taxa de referência nominal Ryn (D), mais a alteração esperada do nível de preços no país Y dentro de tempo D. Também fazemos uma suposição que os investidores formam as expectativas racionais em relação aos ritmos futuros de inflação.
Aplicando a equação de Fisher às condições ideais da economia global, pode ser suposto que em caso de ausência de barreiras comerciais e restrições dos fluxos de capital, as taxas de referência reais para todos os países serão igualadas gradualmente à medida que a globalização se desenvolve e a alteração das expectativas inflacionárias levará à mudança das cotações de moedas. Propriamente falando, agora vemos isto, quando os bancos centrais, seguindo um ao outro, começam a mudar sua política monetária.
No entanto, vivemos num mundo, onde as barreiras comerciais, bem como restrições nos movimentos de capital, são aplicadas em volume cada vez mais grande, o que é refletido nas cotações de moedas.
Os bancos centrais e expectativas inflacionarias
O nível de inflação de médio prazo é o principal indicador no qual o banco central é orientado, realizando sua política monetária e de crédito (fig. 2). Nos EUA, Rússia ou União Europeia, na qualidade de objetivo de inflação de médio prazo é um indicador-alvo que habitualmente é calculado para perspetiva até dois anos. Nos EUA e na UE, o indicador-alvo de inflação de médio prazo é 2%. Na Rússia, o nível-alvo de inflação é o valor em 4%. No Canadá e em alguns outros países, na qualidade de indicador de inflação aplica-se o nível-alvo que constitui 2%, mas ao mesmo tempo, consideram um intervalo de 1 até 3 percentagem. Isto permite ao Banco do Canadá manobrar, dependendo da dinâmica das expectativas inflacionarias.
Como indicadores pelos quais o banco central é orientado, habitualmente são utilizados vários indicadores da inflação de consumidor, enquanto estes dados podem variar significativamente em suas características. Por exemplo, o Banco Central Europeu realiza sua política dependendo de indicadores dum índice harmonizado dos preços de consumidor (Harmonised Index of Consumer Prices — HICP). O índice HIPC inclui em si 12 indicadores de vários artigos e serviços: géneros alimentícios, álcool e tabaco, roupas, despesas de arrendamento de residências e serviços municipais, móveis, saúde publica, transporte, comunicações, cultura, ensino, preços de restaurantes e hotéis, outros artigos e serviços.
Por sua vez, o Sistema de Reserva Federal considera na qualidade de indicador o tal chamado índice da inflação básica (Core Inflation Rate) que não inclui em si as despesas de alimentação e combustível, porque estas despesas, segundo da opinião do regulador, estão sujeitas as mudanças significativas de curto prazo que falseia o quadro real.
Fig. 2: A previsão sobre a inflação do SRF dos EUA em junho.
Normalmente, o banco central aperta a política monetária e de crédito, em caso de aumento das expectativas inflacionárias e a suaviza, em caso de redução da pressão inflacionária, regulando a liquidez no sistema bancário, incentivando o crescimento económico à conta de dinheiro mais barato. Ao mesmo tempo, é necessário entender que o banco central toma uma decisão sobre sua política em relação à dinâmica de comportamento da inflação durante algum período de observação, habitualmente ao longo de seis meses. Desta maneira, os dados atuais podem causar as flutuações de curto prazo da cotação de moedas, mas, ao mesmo tempo, não obrigarão ao banco a mudar a sua política monetária, porque o regulador considera o quadro em complexo e pode resolver as tarefas que são diferentes de manter as expectativas inflacionárias.
Um dos principais métodos de regulação da política monetária e de crédito é a alteração de taxa-chave de referência. Habitualmente, isto é a taxa mais mínima possível para empréstimos por prazo mais curto. Para os EUA, Japão, Canadá e Reino Unido, o prazo mínimo possível de empréstimo constitui um dia, tais chamadas operações “dentro duma noite”. Para a zona euro, a taxa mínima possível é a taxa para operações de refinanciamento por um prazo de duas semanas. Regulando a taxa-chave, o banco central define o valor de referência para instrumentos com os prazos mais longos até resgate e também, altera o nível de liquidez no sistema bancário.
Em geral, quanto maior seja a taxa-chave definida pelo banco central, mais cara é a moeda emitida por este banco central, quanto menor a taxa-chave, mais barata é a moeda. Desta maneira, quanto mais altos os índices da inflação e as expectativas inflacionarias, mais cara será a moeda e, quanto menor a inflação, mais barata será a moeda.
No entanto, os traders devem lembrar que as cotações de moedas são influenciadas por vários fatores, frequentemente multidirecionais, mas não é apenas por pressão inflacionária. Também não deve esquecer que a cotação da moeda consiste em duas partes. Desta maneira, a diferença entre as taxas de referência das moedas incluídas no par de moedas tem a maior inflação sobre a cotação. Ao mesmo tempo, o diferencial das principais taxas de referência, embora tem uma inflação significativa sobre a cotação, mas não é o único indicador da proporção percentual entre as moedas dos diferentes países. Assim, por exemplo, os traders devem levar em consideração a diferença de rentabilidade dos instrumentos de curto e de longo prazo para diferentes países, mas com o mesmo nível de segurança - as letras do tesouro e títulos e também, as taxas comerciais Libor, Euribor etc.
Individualmente, vale a pena destacar a política dos bancos centrais em relação às cotações de moedas que os mesmos emitem. Manter a cotação de moedas, paralelamente de manter o nível da inflação, por exemplo, é tarefa do Banco da Inglaterra e do Banco do Canadá, mas não é a responsabilidade direta do Banco Central Europeu e do Sistema de Reserva Federal. Por sua vez, os Bancos de Reserva da Austrália e da Nova Zelândia sempre comentam as cotações de suas moedas, o SRF faz isto às vezes e o BCE, ao contrário, nunca comenta a cotação do euro. Portanto, diferentemente dos índices da inflação, manter as cotações de moedas nem sempre é uma tarefa prioritária para os bancos centrais. É mais provável que ao contrário, os bancos tentam evitar uma influência direta sobre as cotações de moedas e fazem isto apenas em caso de necessidade urgente, coordenando seus esforços com os bancos centrais de outros países.
As expectativas inflacionarias e títulos do tesouro
Os títulos do tesouro realizam uma função muito importante no sistema financeiro de qualquer estado, garantindo não apenas financiamento de orçamento, mas também determinando o nível mínimo de rentabilidade ao investir em moeda deste país, atuando como um padrão para determinar a rendibilidade dos investimentos.
O sistema mundial moderno é o sistema do dólar dos EUA. Portanto, os títulos do tesouro dos EUA desempenham um papel muito importante nas finanças mundiais e seu nível de rentabilidade serve como um ponto de referência para os instrumentos numerosos denominados em dólares. Na realidade, o sistema financeiro mundial é um sistema de dívida dos EUA elaborado para manutenção de dívida dos EUA.
Ao tomar uma decisão sobre um investimento, um investidor da zona euro compara a rentabilidade de títulos e letras do tesouro europeu com a rentabilidade de instrumentos semelhantes dos EUA, aumentando ou diminuindo a cotação do euro em relação ao dólar sob conforme a Lei da paridade de taxas de referência.
Ao mesmo tempo, nos EUA existem instrumentos do tesouro que permitem determinar com muita exatidão as expectativas inflacionárias dos investidores. Trata-se de tais chamados títulos do tesouro protegidos de inflação, ou seja, Treasury Inflation-Protected Securities (TIPS). Este título é indexado com conta de inflação para proteger os investidores de consequências negativos do aumento de preços. O valor principal do TIPS é que o mesmo cresce junto com aumento da inflação. Ao mesmo tempo, comparando a rentabilidade do TIPS com os títulos de rentabilidade fixa, é possível determinar as expectativas inflacionárias dos investidores.
Por exemplo, de acordo com os dados do Tesouro dos EUA, em dia 11 de julho de 2019, a rentabilidade do título do tesouro de 10 anos constituiu 2.13%. Ao mesmo tempo, a rentabilidade de título de 10 anos protegido de inflação foi 0.875%, do que pode resumir que os investidores supuseram uma inflação média no valor de 1.255%, evidentemente abaixo de objetivo imputado ao SRF dos EUA pela lei. A diferença entre a rentabilidade dos ativos de 5 anos constituiu 1.380% que é um pouco maior que a dos títulos com o prazo de resgate de 10 anos.
Fig. 3: A diferença em rentabilidade entre os títulos de 10 anos protegidos de inflação e títulos com a rentabilidade constante
Outros fatores também podem influir ao preço e valor dos títulos, no entanto, para nós é interessante não a própria rentabilidade, mas a sua dinâmica durante um período determinado, por exemplo, durante um ano. Possuindo estas informações, um trader experiente, segundo a análise de diferença das rentabilidades dos títulos, pode entender quais ações serão tomadas pelo banco central e como as mesmas influirão à cotação do par de moedas que lhe interessa (fig. 3). Como pode ver no diagrama 3, atualmente, as expectativas inflacionárias dos investidores descem há muito tempo que pode ser um dos fatores para redução da taxa do SRF dos EUA numa das próximas reuniões.
Conclusão
As três principais leis do mercado FOREX - a Lei da paridade das taxas de referência, a Lei da paridade da capacidade de comprador e a Equação de Fisher, desempenham um papel importante durante a análise dos componentes fundamentais das cotações de moedas. No entanto, os traders devem lembrar que obtemos as informações básicas do diagrama de preços e, não importa quão convincentes sejam as nossas suposições, a falta de informações pode pregar uma peça connosco. Isto significa que a análise fundamental não possui uma função útil para nós? Absolutamente. A compreensão de aquilo como o mercado funciona, pode nos fornecer um serviço inestimável, especialmente quando as tendências fundamentais mudam bruscamente. Mas se você opera com intervalos de tempo inferiores de quatro horas, vale a pena tomar as decisões baseadas em resultados da análise fundamental com cuidado.
Seja atencioso e cuidadoso, siga as regras de gestão de capital.
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