Em tempos de recessão a moeda estadunidense atua sempre com o mesmo padrão

A economia mundial funciona por ciclos. Se em tempos de expansão ou recuperação do PIB o dólar estadunidense permite a outras moedas concorrentes mostrar iniciativa, já em tempos de recessões puxa a colcha para si. A culpa disto é importância da economia dos EUA e aquele papel enorme que tem o dólar em cálculos internacionais, reservas cambiais, volumes de operações no Forex e créditos transfronteiriços. Na hora de quedas globais os investidores esqueçam sobre influência de estatísticas macroeconômicas europeias à cotação do euro, impacto de política monetária e de crédito do Banco do Japão à cotação do iene, pressão de riscos políticos à cotação da libra esterlina. Eles olham a uma única moeda. A dólar dos EUA. 

É curioso, em períodos de recessões o dólar se comporta com o mesmo cenário que ficou a base da teoria de “sorriso do dólar” elaborada por estratego em moedas da companhia Morgan Stanley, Steven Jan. A dinâmica do índice de USD mostra claramente três etapas: 

- todos os compram o mesmo, porque a economia estadunidense se encontra bem estável; 

- vendem com expansão monetária agressiva do SRF no segundo plano

- compram novamente, esperando que os ritmos de recuperação do PIB dos EUA ficarem mais rápidos do que os ritmos de crescimento dos PIBs de outros países.

Isto resulta em figura muito parecida a sorriso.

O sorriso do dólar

LiteFinance: Em tempos de recessão a moeda estadunidense atua sempre com o mesmo padrão   

Analisamos a dinâmica do índice de USD mais detalhadamente. Em primeira etapa, o dólar está muito popular, graças à potência da economia estadunidense. Esta parece melhor do que outras e isto aumenta a demanda de valores mobiliários estadunidenses e leva ao incremento de fluxos de investimentos em Estados Unidos. Em 2019 e início de 2020 o índice de USD crescia realmente, graças à corrida impressionante do S&P 500 e alta demanda de obrigações de tesouro, devido às guerras comerciais. 

Primeira etapa se finaliza com correção de índices bolsistas estadunidense que resulta em transição do mercado de valores mobiliários para o controle dos “ursos”. O dólar alcança o seu pico, “lado esquerdo do sorriso”, graças a que os investidores buscam a qualidade. Ele tem o papel de principal moeda-refúgio. No fim de fevereiro, devido ao coronavírus, o S&P 500 entrou em território dos “ursos” em prazos curtos recordes, os 16 dias. A correlação direta do índice de USD com índice bolsista se inverteu. Em primeira etapa da crise econômica mundial anterior, desde março a novembro do ano 2008, o dólar encareceu 24%. 

A dinâmica do dólar e do PIB dos EUA

LiteFinance: Em tempos de recessão a moeda estadunidense atua sempre com o mesmo padrão

Durante segunda etapa chamada por Steven Jan o “fundo do sorriso”, têm lugar as vendas de dólar, devido à política monetária agressiva do SRF. A redução da taxa de fundos federais praticamente até valor zero, resgate ilimitado de ativos e incentivos fiscais de grande escala oferecidos por Casa Branca, reverteram a tendência descendente do S&P 500 no fim de março. O aumento da demanda de ativos arriscados favorece à liquidação de posições especuladoras longas com dólar. Uma situação muito similar teve lugar no fim do ano 2008, quando a Reserva Federal mediante política monetária agressiva, incluindo o lançamento do QE no valor de 700 mil de milhões de dólares, tentava inverter a tendência “ursina” do mercado de valores mobiliários estadunidense e desvendar os adeptos da moeda dos EUA. Durante algum tempo parecia mesmo que o SRF conseguiu fazer isto, porque até dezembro o índice de USD caiu. 

A dinâmica do dólar e do S&P 500

LiteFinance: Em tempos de recessão a moeda estadunidense atua sempre com o mesmo padrão

Em terceira etapa, o dólar volta a crescer novamente, porque os investidores começam supor que a economia dos EUA vai recuperando mais rápido do que seus concorrentes em outros países. Os valores mobiliários estadunidenses parecem baratos e o preço baixo de créditos, política monetária ultra-suave do SRF, PIB que se levanta gradualmente e as esperanças de aumento dos lucros corporativos favorecem ao desenvolvimento do interesse dos não-residentes em ativos emitidos nos EUA.      

Seguindo à teoria de “sorriso do dólar”, agora é preciso comprar ativamente moeda estadunidense. Ao mesmo tempo, não é certo que economia deste país será capaz de recuperar-se mais rápido do PIB global guiado pela China e a vontade séria do SRF não permitir ao dólar encarecer, poderá mudar profundamente as regras do jogo.


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A teoria de sorriso do dólar

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